Deliberação CEE 155/2017

Quarta-feira, 12 de julho de 2017 Diário Oficial Poder Executivo – Seção I São Paulo, 127 (129) – 27 -Educação

GABINETE DO SECRETÁRIO

DELIBERAÇÃO CEE 155/2017

Dispõe sobre avaliação de alunos da Educação Básica, nos níveis fundamental e médio, no Sistema Estadual de Ensino de São Paulo e dá providências correlatas.

Conselho Estadual de Educação, no uso das atribuições que lhe confere a Lei Estadual 10.403/71, e com fundamento na Constituição Federal, na Lei Federal 9.394/96, na Resolução CNE/CEB 07/10, nas Deliberações CEE 59/06 e 10/97 e
demais Leis e Normas, especialmente a Indicação CEE 161/2017, DELIBERA:

TÍTULO I DOS FUNDAMENTOS E PRESSUPOSTOS

Art. 1º O direito à educação escolar, com progresso nos estudos, é entendido, nas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais
da Educação Básica, definidas no Parecer CNE/CEB 07/2010, como um direito inalienável do ser humano e constitui o
fundamento maior desta Deliberação. Parágrafo único – A educação de qualidade, como um direito fundamental, é, antes
de tudo, relevante, pertinente e equitativa. I – A relevância reporta-se à promoção de aprendizagens significativas do
ponto de vista das exigências sociais e de desenvolvimento pessoal. II – A pertinência refere-se à possibilidade de atender
às necessidades e características dos estudantes de diversos contextos sociais e culturais e com diferentes capacidades e
interesses. III – A equidade alude à importância de tratar de forma diferenciada o que se apresenta como desigual, com
vistas a obter desenvolvimento e aprendizagens equiparáveis, assegurando a todos a igualdade de direito à educação e
ao progresso nos estudos.

Art. 2º As escolas do Sistema Estadual de Ensino deverão atuar de maneira a assegurar a cada estudante o acesso ao
conhecimento traduzido nos currículos e aos elementos da cultura imprescindíveis para o seu desenvolvimento pessoal e
para a vida em sociedade, assim como os benefícios de uma formação comum, independentemente da grande
diversidade da população escolar e das demandas sociais.

Art. 3º O currículo exige a estruturação de um projeto educativo coerente, articulado e integrado, de acordo com os
modos de ser e de se desenvolver das crianças e adolescentes nos diferentes contextos sociais.
Art. 4º Ciclos, séries e outras formas de organização a que se refere a Lei 9.394/96 devem ser compreendidos como
tempos e espaços interdependentes e articulados entre si.

Art. 5º As escolas do Sistema Estadual de Ensino deverão formular sua Proposta Pedagógica, indicando com clareza as
aprendizagens que devem ser asseguradas aos alunos, e elaborar o Regimento Escolar, especificando sua proposta
curricular, estratégias de implementação do currículo e formas de avaliação dos alunos, de acordo com as orientações
emanadas deste Colegiado.

Art. 6º O Regimento Escolar deve assegurar as condições institucionais adequadas para: I – a execução da proposta
pedagógica; II – a oferta de uma educação com vistas ao aprendizado e progresso dos alunos; III – a participação dos
professores: a) em reuniões de trabalho coletivo e no planejamento e execução das ações educativas, de modo
articulado; b) na avaliação das aprendizagens dos alunos; c) na promoção de atividades individuais e coletivas de reforço
e recuperação para os alunos de menor rendimento.

TÍTULO II DA CONTINUIDADE DOS ESTUDOS

Art. 7º A necessidade de assegurar aos alunos um percurso contínuo de aprendizagem torna imperativa a articulação de
todas as etapas da Educação Básica, especialmente do Ensino Fundamental com a Educação Infantil, dos anos iniciais e
dos anos finais no interior do Ensino Fundamental, bem como do Ensino Fundamental com o Ensino Médio, garantindo a
progressão ao longo da Educação Básica.

Art. 8º O reconhecimento do que os alunos aprenderam na Educação Infantil ou antes da sua entrada no Ensino
Fundamental, o seu acolhimento afetivo e a valorização de situações significativas de aprendizagem, adequadas à faixa
etária dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, contribuirão para facilitar a inserção nessa etapa da escolarização, melhor
qualificar a ação pedagógica e, por conseguinte, a aprendizagem dos alunos.

Art. 9º Mesmo quando o sistema de ensino ou a escola, no uso de sua autonomia, fizerem opção pelo regime seriado,
será necessário considerar os três anos iniciais do Ensino Fundamental como um bloco pedagógico ou um ciclo sequencial
não passível de interrupção por falta de aproveitamento, voltado para ampliar a todos os alunos as oportunidades de
sistematização e aprofundamento das aprendizagens básicas, imprescindíveis para o prosseguimento dos estudos.

Art. 10 O ingresso nos anos finais do ensino fundamental assim como no ensino médio expõe os alunos a grande
diversidade de professores e componentes curriculares, e requer especial atenção das escolas e dos professores em
relação: I – à coordenação das demandas específicas feitas pelos diferentes professores, a fim de que os alunos sejam
apoiados e orientados a essa nova sistemática, bem como possam melhor organizar as suas atividades diante das
solicitações muito diversas que recebem; II – ao fortalecimento da autonomia desses alunos, oferecendo-lhes condições e
ferramentas para acessar e interagir com diferentes conhecimentos e fontes de informação.

Art. 11 A classificação em qualquer série ou etapa, exceto à primeira do ensino fundamental, pode ser feita: a) por
promoção, para alunos que cursaram, com aproveitamento, a série ou fase anterior, na própria escola; b) por
transferência, para candidatos procedentes de outras escolas; c) independentemente de escolarização anterior, mediante
avaliação feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na
série ou etapa adequada, conforme regulamentação do respectivo sistema de ensino. Parágrafo único – A escola poderá
reclassificar os alunos, inclusive quando se tratar de transferência entre estabelecimentos situados no País e no exterior,
tendo como base as normas curriculares gerais.

Art. 12 Nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série, o regimento escolar pode admitir formas de
progressão parcial, observadas as normas do respectivo sistema de ensino.

Art. 13 As escolas poderão organizar classes, ou turmas, com alunos de séries distintas, com níveis equivalentes de
adiantamento na matéria, para o ensino de línguas estrangeiras, artes, ou outros componentes curriculares.

Art. 14 As escolas devem estabelecer projeto especial para atender alunos cujas condições especiais de saúde
comprometam o cumprimento das obrigações escolares, utilizando-se de procedimentos pedagógicos, tais como:
compensação de ausência, trabalhos de pesquisa, avaliações especiais (escritas ou orais), procedimentos estes
compatíveis com a condição e a disponibilidade de tempo desses estudantes. Parágrafo único – Incluem-se no projeto
especial de que trata o caput deste artigo, mediante atestado comprobatório da doença por responsável pelo
tratamento, conforme segue: a) existência de alterações do estado de saúde de discentes, sejam elas congênitas ou
adquiridas, perenes ou de duração variável, intermitentes ou ocasionais, motivadas por doença ou por acidente de
qualquer origem; b) situações em que a afecção é comprometedora da normalidade da vida escolar e o estudante merece
e deve ser apoiado, conforme sua necessidade e dentro das possibilidades da Instituição Educacional; c) perturbações da
esfera mental ou psicológica.

Art. 15 No caso dos alunos com deficiência, da educação especial, deverá ser observada a Deliberação CEE 149/2016 que
estabelece as normas para esta modalidade.

TÍTULO III DO PROCESSO DE AVALIAÇÃO ESCOLAR

Art. 16 As propostas pedagógicas das escolas devem indicar com clareza as aprendizagens que devem ser asseguradas aos
alunos nos níveis fundamental e médio da Educação Básica, nas diferentes áreas e componentes curriculares. Parágrafo
único – A avaliação do rendimento escolar terá como referência básica o conjunto dessas aprendizagens.

Art. 17 A avaliação dos alunos, a ser realizada pelos professores e pela escola como parte integrante da proposta
curricular e da implementação do currículo, é redimensionadora da ação pedagógica e deve: I – assumir um caráter
processual, formativo e participativo, ser contínua, cumulativa e diagnóstica, com vistas a: a) identificar potencialidades e
dificuldades de aprendizagem e detectar problemas de ensino; b) subsidiar decisões sobre a utilização de estratégias e
abordagens de acordo com as necessidades dos alunos, criar condições de intervir de modo imediato e a mais longo
prazo para sanar dificuldades e redirecionar o trabalho docente; II – utilizar vários instrumentos e procedimentos, tais
como a observação, o registro descritivo e reflexivo, os trabalhos individuais e coletivos, os portfólios, exercícios, provas,
questionários, dentre outros, tendo em conta a sua adequação à faixa etária e às características de desenvolvimento do
educando; III – fazer prevalecer os aspectos qualitativos da aprendizagem do aluno sobre os quantitativos, bem como os
resultados ao longo do período sobre os de provas finais, quando essas ocorrerem, tal como determina a alínea “a” do
inciso V do art. 24 da Lei 9.394/96.

Art. 18 Os estabelecimentos de ensino terão a incumbência de: I – divulgar para pais e estudantes, no ato da matricula,
as modalidades e instrumentos de avaliação utilizados, bem como os critérios de promoção e retenção; II – manter a
família informada sobre o desempenho dos alunos; III – reconhecer o direito do aluno e da família de discutir os
resultados da avaliação, inclusive em instâncias superiores à escola; IV – assegurar que aos alunos com menor
rendimento sejam oferecidas condições de ser devidamente atendidos ao longo do ano letivo; V – prover estudos de
recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, como determina a Lei 9.394/96; VI – atuar preventivamente de
modo a evitar que os alunos faltem às aulas, devendo a escola: a) alertar os alunos e seus pais para a possibilidade de não
aprovação daqueles que obtiverem um percentual inferior a 75% do total de horas letivas, mesmo se o rendimento
escolar dos mesmos for satisfatório; b) alertar a família que o Ensino Fundamental é obrigatório por Lei e de seu dever de
zelar para que seus filhos frequentem a instituição de ensino; c) prever no Regimento Escolar os mecanismos de
compensação de ausências. d) submeter seus alunos, mesmo os que não têm frequência, a procedimentos de
reclassificação com base na competência, nos termos da Lei 9394/96, art. 23, parágrafo 1º; VII – possibilitar a aceleração
de estudos quando ocorrer defasagem entre a idade do aluno e a série que ele está cursando; VIII – possibilitar o avanço
nos cursos e nos anos mediante verificação do aprendizado; IX – possibilitar o aproveitamento de estudos concluídos com
êxito.

Art. 19 O resultado final da avaliação feita pela escola, em consonância com o Regimento Escolar, deve refletir o
desempenho global do aluno durante o período letivo, no conjunto dos componentes curriculares cursados, com
preponderância dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados obtidos durante o período letivo sobre
os da prova final, caso esta seja exigida, considerando as características individuais do aluno e indicando sua possibilidade
de prosseguimento de estudos . § 1º Os resultados das diferentes avaliações de desempenho dos alunos, realizadas em
grupo ou individualmente durante todo o período letivo, devem ser registradas em documento próprio nos termos da
proposta pedagógica da escola e do Regimento Escolar. § 2º A escola deverá reunir um Conselho de Classe, órgão
colegiado, formado por seu corpo docente, com a finalidade de decidir a conveniência pedagógica de retenção ou
promoção de alunos que se enquadrem nos critérios descritos em seu Regimento Escolar. § 3º O resultado final da
avaliação de que trata o caput deste artigo será registrado em documento próprio, disponibilizado em data e plataforma
previamente comunicados e devidamente conhecidos pelos alunos e seus responsáveis, ou entregue aos mesmos.

TÍTULO IV DA RECONSIDERAÇÃO E DOS RECURSOS CONTRA AS AVALIAÇÕES

Art. 20 No início de cada período letivo, a escola comunicará aos alunos e seus responsáveis legais:
I – o calendário escolar, com informações sobre o direito de pedido de reconsideração ou recurso, nos termos do Regimento, incluindo
prazos e procedimentos;
II – o fato de que tais pedidos serão apenas considerados, caso o aluno interessado mantenha-se matriculado na escola em questão.

CAPÍTULO I DO PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO CONTRA AVALIAÇÃO DURANTE O PERÍODO LETIVO

Art. 21 Após cada avaliação, o aluno, ou seu representante legal, que dela discordar, poderá apresentar pedido de reconsideração junto à direção da escola, nos termos desta Deliberação.
§ 1º O pedido deverá ser protocolado na escola em até 05 dias da divulgação dos resultados.
§ 2º A direção da escola, para decidir, deverá ouvir o Conselho de Classe/Ano/Série ou órgão colegiado que tenha regimentalmente essa atribuição, atendidas as seguintes condições: I – o Conselho de Classe ou o órgão colegiado será constituído por professores do aluno e integrantes da equipe pedagógica; II – a decisão do Conselho deverá ser registrada em Ata.
§ 3º A decisão da direção será comunicada ao interessado no prazo de 10 dias.
§ 4º A não manifestação da direção no prazo previsto no parágrafo anterior, implicará o deferimento do pedido.
§ 5º O prazo a que se refere o § 3º ficará suspenso no período de férias. § 6º Da decisão da direção da escola não caberá recurso.

CAPÍTLO II DA RECONSIDERAÇÃO E DOS RECURSOS CONTRA O RESULTADO FINAL DA AVALIAÇÃO

Art. 22 O aluno, ou seu representante legal, que discordar do resultado final das avaliações, poderá apresentar pedido de reconsideração junto à direção da escola, nos termos desta Deliberação.
§ 1º O pedido deverá ser protocolado na escola em até 10 dias da divulgação dos resultados.
§ 2º A direção da escola, para decidir, deverá ouvir o Conselho de Classe/Ano/Série ou o órgão colegiado que tenha regimentalmente essa atribuição, atendidas as seguintes condições: I – o Conselho de classe ou o órgão colegiado será constituí- do por professores do aluno e integrantes da equipe pedagógica; II – a decisão do Conselho deverá ser registrada em Ata.
§ 3º A decisão da direção será comunicada ao interessado no prazo de 10 dias.
§ 4º A não manifestação da direção no prazo estabelecido facultará ao interessado impetrar recurso diretamente à respectiva Diretoria de Ensino.
§ 5º O prazo a que se refere o § 3º ficará suspenso nos períodos de férias escolares.

Art. 23 Da decisão da escola, caberá recurso à Diretoria de Ensino à qual a escola está vinculada, ou quando for o caso,
ao órgão equivalente de supervisão delegada, adotando os mesmos procedimentos, com as devidas fundamentações.
§ 1º O recurso de que trata o caput deverá ser protocolado na escola em até 10 dias, contados da ciência da decisão, e a
escola o encaminhará à Diretoria de Ensino ou ao órgão de supervisão delegada em até 05 dias, contados a partir de seu
recebimento. § 2º O expediente deverá ser instruído com cópia do processo de que trata o pedido de reconsideração,
contendo os fundamentos da decisão adotada pela escola e os seguintes documentos: I – regimento escolar; II – planos
de ensino do componente curricular objeto da retenção; III – instrumentos utilizados no processo de avaliação ao longo
do ano letivo, com indicação dos critérios utilizados na correção; IV – atividades de recuperação realizadas pelo aluno,
com a explicitação das estratégias adotadas e dos resultados alcançados; V – proposta de adaptação e de seu processo de
realização (quando for o caso); VI – avaliações neuropsicológicas ou psicopedagógicas, quando for o caso; VII – histórico
escolar do aluno; VIII – diários de classe do componente curricular objeto da retenção; IX – atas do Conselho de Classe ou
Série em que se analisou o desempenho do aluno, ao longo e ao final do período letivo; X – análise de cada um dos
pontos argumentados no pedido de reconsideração ou recurso especial feito pelo aluno ou responsável para a reversão
da decisão da escola; XI – declaração da situação de matrícula do aluno; XII – relatório informando sobre os pedidos de
reconsideração apresentados pelo aluno, ou seu representante legal, durante o período letivo. § 3º A Diretoria de Ensino,
ou órgão equivalente de supervisão delegada, emitirá sua decisão sobre o recurso interposto, no prazo máximo de 15
dias, contados a partir de seu recebimento. § 4º O Dirigente de Ensino deverá designar uma Comissão de, no mínimo, 02
(dois) Supervisores de Ensino, um dos quais o supervisor da respectiva Escola. A Comissão fará a análise do expediente
que trata do pedido de reconsideração, a partir da presente Deliberação, do Regimento Escolar e da legislação vigente,
especialmente a Lei 9.394/96 e a Resolução CNE/CEB 7/2010; bem como da existência de atitudes discriminatórias contra
o estudante. § 5º Na análise do recurso deverá ser considerado: I – o cumprimento dos fundamentos e pressupostos da
presente Deliberação, do Regimento Escolar da escola, da legislação vigente, especialmente a Lei 9.394/96 e a Resolução
CNE/CEB 7/2010; II – a existência de atitudes discriminatórias contra o estudante; III – apresentação de fato novo. § 6º O
relatório da análise da Comissão de supervisores deve ter uma conclusão detalhada a respeito da solicitação do aluno e
ou de seu responsável, bem como apontar eventuais recomendações à escola, sempre que o Regimento não atenda as
determinações legais ou quais as providências pedagógicas e administrativas que eventualmente não tenham sido
observadas. § 7º O Dirigente de Ensino emitirá sua decisão sobre o recurso interposto, no prazo máximo de 15 dias, a
partir de seu recebimento. § 8º A decisão do Dirigente de Ensino, ou responsável pelo órgão de supervisão delegada, será
comunicada à escola dentro do prazo previsto no § 3º, e dela a escola dará ciência ao interessado, no prazo de 5 dias.

Art. 24 Da decisão do Dirigente de Ensino, ou do órgão equivalente de supervisão delegada, no prazo de 5 dias, caberá
recurso especial ao Conselho Estadual de Educação por parte do estudante, seu representante legal ou da escola,
mediante expediente protocolado na Diretoria de Ensino. § 1º A Diretoria de Ensino e o órgão de supervisão delegada
terão o prazo de 5 dias, a contar de seu recebimento, para encaminhar o recurso ao Conselho Estadual de Educação,
informando, no expediente, se o aluno continua na mesma unidade escolar. § 2º Em caso de divergência entre a decisão
da escola e da Diretoria de Ensino, com relação à retenção do estudante, protocolado o recurso no Conselho Estadual de
Educação, a decisão da DER prevalecerá até o parecer final do Conselho. § 3º O Recurso Especial será apreciado em
regime de urgência no Conselho Estadual de Educação. § 4º O recurso especial será apreciado no CEE mediante a análise
dos seguintes aspectos: I – o cumprimento dos fundamentos e pressupostos da presente Deliberação, do Regimento
Escolar da escola, da legislação vigente, especialmente a Lei 9.394/96 e a Resolução CNE/CEB 7/2010; II – a existência de
atitudes discriminatórias contra o estudante; III – a apresentação de fato novo.

Art. 25 A documentação do pedido de reconsideração ficará arquivada na Escola e a do recurso na Diretoria de Ensino,
devendo constar do prontuário do aluno cópias de todas as decisões exaradas

TÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES

Art. 26 A Secretaria Estadual de Educação, observada esta Deliberação, poderá editar normas próprias sobre a questão
tratada nesta Deliberação para as escolas de sua rede.

Art. 27 Esta Deliberação entra em vigor na data da publicação de sua homologação, revogadas as disposições em
contrário, em especial a Indicação CEE 121/2013, a Deliberação CEE 120/2013, a Indicação CEE 128/2014 e a Deliberação
CEE 127/2014.